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O que são AMP Stories?

O Google anunciou em novembro de 2018 a criação de um formato de conteúdo chamado AMP Stories. Considerando que empresas de mídia de peso — como BBC, CNN, The Washington Post e Mashable — já usam o formato, é seguro afirmar que se trata de uma forte tendência de marketing para 2019 em diante.

Uma boa definição para o AMP Stories é a do site WordSream, que diz se tratar de “um formato de entrega de notícias e informações visualmente ricas, com avanço por toque”.

O formato de stories em si não é novidade. Já é muito popular graças a Snapchat, Instagram e Facebook, que o adotam há alguns anos. O que muda com a entrada do Google no circuito é que não é mais preciso ficar restrito a publicar stories apenas nessas plataformas. Qualquer empresa pode publicá-las em seu site de maneira otimizada tanto para desktop quanto para mobile.

A iniciativa do Google causa um impacto importante para quem trabalha com marketing digital. O conteúdo das stories passa a ser indexado em buscas do próprio Google. Portanto, terá peso para efeito de SEO, especialmente em buscas feitas via dispositivos móveis, que crescem em ritmo acelerado. Segundo o Smart Insights, 48% das pesquisas no Google já são feitas por smartphones ou tablets — e esse percentual tende a crescer.

Em termos práticos, isso significa que, ao buscar, por exemplo, pelo casamento do Príncipe Harry com Meghan Markle, começarão a aparecer resultados no Google não apenas em texto e vídeo, mas também em stories com esta:

Stories do casamento real

O exemplo acima é apenas uma representação de como serão exibidos os AMP Stories nas páginas de resultados de buscas orgânicas no Google. Criamos, dentro da Magtab, um exemplo real. Se você estiver lendo este post em desktop, visualizará o Stories abaixo, sobre a história do banner, em um formato diferente da leitura em mobile. Você pode fazer um teste, acessando este post alternadamente em desktop e mobile, caso queira.

Perceba que os dois exemplos anteriores são Stories que têm como background imagens estáticas. É possível, porém, usar vídeos em vez de fotos, como neste outro exemplo.

Independentemente de qual for o segundo plano das stories, o texto não é “queimado” junto com a imagem. Ou seja, tecnicamente, ele funciona como uma camada de texto por cima da foto ou do vídeo. É justamente por isso que gera ranqueamento no Google. O texto pode ser “lido” pelos motores de busca.

Em princípio, três formatos de conteúdo podem se aproveitar melhor do AMP Stories:

  • Narrativas com sequência de fatos;
  • Listas de itens;
  • Exibição de produtos (neste caso, conteúdo mais comercial do que editorial).

O Ignite Visibility enfatiza que AMP Stories são um “formato aberto de storytelling, que permitem ao leitor imergir num conteúdo clicável e em tela cheia”. Quando se fala em storytelling, remete-se automaticamente ao primeiro tópico da lista acima: uma sequência de fatos.

Não por acaso, o The Telegraph, um dos mais importantes jornais do Reino Unido, afirma que esse tipo de conteúdo visual serve, inclusive, para matérias jornalísticas.

“AMP Stories são uma importante tecnologia para cobrir notícias, eventos e tópicos. Esta nova plataforma é emocionante porque ajuda o leitor a consumir notícias de uma maneira completamente nova.”

O que é AMP?

Uma pessoa curiosa talvez queira saber por que o Google batizou o novo formato de “AMP Stories”. Bem, o nome “Stories” é um tanto óbvio. Foi assim que o formato se tornou conhecido primeiro no Snapchat e mais tarde nas redes sociais.

O conceito de AMP, por sua vez, merece uma breve explicação. É a abreviação de “Accelerated Mobile Pages” (ou “Páginas Mobile Aceleradas”, em português). O termo foi criado em 2015 pelo Google, que, em seu blog, o definiu assim:

“Toda vez que uma página web leva muito tempo para carregar, ela perde leitores e a oportunidade de geração de receita por meio de publicidade ou cadastros. O conceito de AMP visa a melhorar dramaticamente a performance em web para dispositivos móveis. Queremos páginas com conteúdo rico, como vídeo, animações e gráficos, que funcionem ao lado de anúncios. E que carreguem instantaneamente.”

A preocupação com velocidade de carregamento não é mero capricho do Google. Segundo o Ignite Visibility, 47% dos consumidores esperam que uma página carregue completamente em menos de dois segundos. E 40% abandonam um site que leva mais de 3 segundos para aparecer por completo em sua tela.

Como usar AMP Stories?

Existem duas formas de usar AMP Stories em seu website: manualmente ou com o auxílio de uma ferramenta. É a mesma lógica de construção de um site. Você pode fazer um trabalho artesanal criando todos os códigos de HTML, CSS e outras linguagens que preferir. Ou pode usar uma plataforma como WordPress ou Wix para fazer esse trabalho por você.

Se sua ideia for criar AMP Stories manualmente, você precisará dominar alguns conceitos e linguagens:

  • HTML;
  • CSS;
  • JavaScript;
  • Conversão de HTML em AMP.

Se preferir ferramentas, existem algumas opções no mercado. A própria MagTab possui uma ferramenta para esta finalidade, a Easy Stories. Os dois exemplos anteriores apresentados neste post de AMP Stories foram criados com ela.

Seja qual for a sua escolha, o uso de AMP Stories gera uma série de benefícios. O Ignite Visibility lista seis deles:

  1. Criação de uma experiência imersiva para os leitores por meio de storytelling com design flexível.
  2. Compartilhamento e incorporação de stories em site a aplicativos.
  3. Conteúdo acessível tanto por mobile quanto por desktops.
  4. Gratuidade para testar — as ferramentas normalmente oferecem um período de teste gratuito. E não são caras.
  5. Capacidade de contar histórias visuais com tecnologia simples.
  6. Captura da atenção do usuário com elementos visuais e geração de engajamento dele.

Se você irá usar ou não AMP Stories, isso é uma escolha sua. Mas é garantido que você verá muitos conteúdos nesse formato daqui em diante.

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